10/11/2017

COLÓQUIO DE ACADEMIAS DISCUTE PROLIFERAÇÃO DE ESCOLAS MÉDICAS NO BRASIL

     O evento foi iniciado na tarde do dia 9 de novembro, no Auditório Dra. Norma Salvador, do Hospital MaterDei, com a exibição do filme "O Físico", tendo como debatedores os acadêmicos Lúcio Antônio Prado Dias, secretário Geral da FBAM e presidente da SOBRAMES de Sergipe e Humberto Correia da Silva Filho, chefe do Departamento de Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais.

   A solenidade de abertura, ocorrida na noite do mesmo dia, contou com as presenças  do Acad. José Hamilton Maciel Silva, presidente da FBAM Acad. José Raimundo da Silva Lippi, presidente da Academia Mineira de Medicina, , do Acad. Jorge Alberto Costa e Silva, presidente da Academia Nacional de Medicina - ANM e do Acad. Henrique Batista e Silva, secretário-geral do CFM. Coube ao Presidente da ANM fazer a conferencia de abertura, abordando o tema "A importância da neurociência no ensino da Medicina".

     Promovido pela Federação Brasileira de Academias de Medicina, o II Colóquio conta com o apoio do Conselho Federal de Medicina e da Academia Nacional de Medicina. A coordenação geral é da Academia Mineira de Medicina, com o patrocínio da FELUMA, Associação Médica de Minas Gerais, CRM-MG, MaterDei, Credicom e Unimed BH.

 

     A programação do II Colóquio Acadêmico da FBAM ainda inclui a discussão de temas  como assistência e pesquisa no ensino médico e a saúde mental dos profissionais de medicina,  com  índices cada vez mais crescentes de suicídio, e será encerrado  no sábado, 11, com duas mesas redondas, uma sobre A Saúde Mental na Carreira Médica e a outra abordando o tema "A loucura e a Arte" e a elaboração da Carta de Minas a ser enviada às autoridades constituídas.

     A proliferação de escolas médicas no Brasil, com a questionável  formação dos novos profissionais foi  um dos temas mais polêmicos discutidos no II Colóquio da Federação Brasileira de Academias de Medicina, que reune  diversas Academias de Medicina brasileiras, em Belo Horizonte, de 9 a 11 de novembro último.

    Para o professor Emérito e Titular de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais Edward Tonelli, o Brasil é o segundo país do mundo em número de escolas, perdendo apenas para a Índia (381), cuja população é 6,5  vezes maior. Conforme dados do Ministério da Educação, atualmente já  são 297 instituições de graduação para medicina, contudo, a estimativa  é que passem das 300, pois cerca de 30 novos cursos já solicitaram autorização.  Os números são alarmantes e evidenciam como os critérios para permissão da abertura de novos cursos estão mais flexíveis.

       Para Tonelli, que também é membro Emérito da Academia Mineira de Medicina, o problema é grave.   “Para se ter uma ideia da extensão do problema, em  1950 havia no Brasil 27 escolas de medicina , quase todas federais e,  em 2000, já eram  105. Entretanto, de 2000 a 2017, foram  autorizados 195 novas escolas, atingindo o  total de 297 cursos ( informação obtida no portal do próprio Ministério da Educação) ou seja, mais que dobrou em 17 anos, sendo que  cerca  de 55% dos cursos médicos são privados.  Em vários países da Europa e da América,   a média  é de uma escola médica  para um a três milhões de habitantes e, no Brasil, essa média é  de uma curso médico   para cada 700 mil pessoas. A situação em Minas Gerais, por exemplo, com 42 escolas , é muito preocupante,  registrando a média  de uma  escola para cerca de 500  mil habitantes, uma das piores médias do país,  com tendência a cair mais ainda.

          

        

          

V Conclave Medico Argentina e Brasil

A Academia Mineira de Medicina homenageou Dr. Humberto Correa e Dr. Antonio Geraldo da Silva

Solenidade de Entrega da Comenda Dr. Augusto Leite



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